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sobre a água em abundância

  • Writer: Bê Sant'Anna
    Bê Sant'Anna
  • Aug 23, 2011
  • 1 min read

É bom que se diga: tudo tem limite. É bom que se entenda: a cegueira por escolha talvez leve à surdez, à falta de tato, de faro, de paladar, ao silêncio, à falta de sensibilidade. Nem tudo tem volta, nem toda escolha tem jeito, nem tudo que sobe desce, nem tudo cai do céu, nada é eterno. É bom que se lembre que se morre muito de sede no meio do oceano. Apesar de toda aquela água. Pode-se morrer de amor, circundado de amor. Pode-se morrer de tédio, de gripe, de susto, de frio. Pode-se morrer até de inveja. Seis meses passam tão rápido quanto 5 anos, 10 anos, 12. No tempo do pensamento. Quem vive tanto e tanto, traduz na lembrança a expectativa do tempo, dos tempos, dos temos. Tememos. Morre-se também de temor. E o interessante dos filmes de terror é que o susto acontece quando não se espera. Você está esperando? Quem vê o filme também está. Adianta?

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Espero que você tenha feito pipoca.

 
 
 

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