O Ninho da Coruja
- Bê Sant'Anna
- Mar 27, 2012
- 1 min read
Tem um ninho de Coruja no meu coração.
Da Grande nasceu uma Corujinha que acabou de acordar e alçou seu voo do mais alto despenhadeiro. De Corujinha, virou Coruja. E sua mãe, de Coruja virou Corujona. Eu, lagarto, não sei voar. Ousei querer acompanhar a troca de penas, a muda, o novo viço, o pio, o grito, enquanto suas pupilas se contraiam pela luminosidade do sol, que veio pra esquentar as asas. Quando voou, sua mãe leu pra mim o texto que achou no ninho, e me pediu pra cravar aqui, na minha montanha de sonhos, como homenagem da mãe à jovem e bela Coruja em curva perfeita no céu:
"
Ah, que voo lindo é esse, que não me é permitido acompanhar... ouso apenas amar o curso, acompanhar as parábolas perfeitas que voam vento na simplicidade entusiasmante de ser.
Coruja, não queira mais ser. Porque é. Sempre foi. Estava lá. Está hoje. Queira, por isso, só estar. O Presente do ser é o estar. Por isso vem no embrulho com laço. Se o fim é inevitável, o estar.
E, talvez, a pista semântica e fonética nos dê o caminho... Star!
Encontrei a palavra EU em sEU voo. De longe perto, lhe fito com o meu carinho.




Comments