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Febre e ecologia humana

  • Writer: Bê Sant'Anna
    Bê Sant'Anna
  • Jun 15, 2012
  • 2 min read
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A febre das corridas de rua toma conta das capitais. As marcas de produtos esportivos descobriram que assim também se constrói uma marca: em cima da emoção, da vontade de superação, do sonho de ser um vencedor.


Não há como pensar corrida sem me lembrar: comecei a correr mesmo, depois que meu casamento se foi. Encontrei o Amor na corrida. Fiz da corrida minha curtição. Quando a gente corre, tem  que ajuda bastante o sentimento de bem-estar. Não sei se é adrenalina, endorfina, dopamina, estricnina. Sei que funciona.


Sabe? Acho que a gente chora menos quando corre.


Já conhecia a minha equipe de corrida, quando me juntei a eles. Costumava chamá-los de , porque vinham sempre num grupinho de 3 ou 4, sempre correndo vestidinhos de azul. E eles me impressionavam muito: rapazes fortes e moças muito bonitas, de corpos bem moldados, sorridentes e simpáticos.


Para meu espanto, venho me superando, até que completei os 42km da minha primeira maratona em Paris, em 2010. Impensável pra mim, há pouco tempo.


Às vésperas do carnaval, um encontro especial. 

A HF Treinamento Esportivo promoveu um evento para seus mais de 100 atletas. Dividiram a turma e incorporaram o espírito de equipe para fazer valer o desafio de 24h de revezamento.


Curioso que as pessoas geralmente não estranham se falamos em passar a madrugada em uma balada nos entupindo de álcool, mas estranham termos passado a madrugada em um desafio esportivo que promove a saúde, o espírito de equipe, a alegria e a diversão. Recebi muitos incentivos da minha equipe, me senti parte de algo maior. Claro, a primeira vista não parece algo grandioso, principalmente em um mundo como o nosso. Afinal, não havia prêmio em dinheiro, não havia um título em jogo...


O verdadeiro prêmio foi justamente esse: a alegria, o sentimento de união, de carinho entre os participantes, a vontade de superação individual em prol do bem comum, quando todos se deram as mãos e motivaram não só a sua equipe, mas cada atleta, torcendo pelo sucesso pessoal e do outro, do igual e do diferente. Porque todos estavam dando o que podiam, com amor.  


No mundo do consumo, ainda existem esportes em que o sucesso não depende do fracasso do outro.


Fomos riso, brincadeira, suor e superação. Fomos muito mais humanos. E essa emoção não é tão breve quanto parece. Talvez a ecologia humana seja bem isso: basta plantar coisa boa no peito de cada um de nós e regar, que floresce. Servindo de exemplo ao próximo. Em tempos de Rio + 20, acho dá pra pensar no planeta e no ser humano. Que tal? Vamos? 

 
 
 

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