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excolha

  • Writer: Bê Sant'Anna
    Bê Sant'Anna
  • Aug 24, 2012
  • 1 min read
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A música não desiste

de nós.

Quando pausas afônicas contratempos, contra templos.

A prendo. E escorre pelos dedos.

Todas as letras. Mudifico-me. Emudeço-me. Mudo e fico. Mudo fico.

O espelho não mente, omite. Fatia os sonhos da gente em silêncios.

Reflexiona, une verso, represa em teia.

É muita água, minha gente. É muito laço de gente. Muita corda acordada. Muita lã novelada.

Milhares de gotículas uni das presas pela tramelas das tramas.

É como a trema.

Delicada, confunde. Ninguém sabe ao certo o que é aquilo ou pra quê serve.

Eu sirvo.

Trema. Com medo. Abra a janela no alto do prédio ou da letra u. E feche os olhos.

Quando tremer e sentir sua mão suando, saiba que sei. Que sirvo.

E estou pronto, vocacionado, chamado, em chamas.

Nas flamas, o presente do indicativo pergunta a tu.

Tua resposta é confusa.

Porque sabes que é sim, queria que fosse não, e sofres.

Sofres nos cofres da alma, tu sentencias.

Est ás coberta com o manto do silêncio. Mas querias que este veste nua.

Escutando a música que escolhi

pra nós.

 
 
 

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