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Do Canto, da gente.

  • Writer: Bê Sant'Anna
    Bê Sant'Anna
  • Feb 9, 2012
  • 1 min read
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Sem ela e sem ela.

Sem os sonhos reais.

Somente os re-ais

que dóem.

De novo,

curtidos sem curtição.

Pele seca, sem colágeno,

rugas que se acumulam em dó.

Ainda riso,

sempre precisa,

volta a acreditar.

Mas dói e incomoda.

Sabe-se glosa sem mote,

trote,

sabe-se com pouco tônus,

compota de doce sem açúcar.

Vontade do gosto.

Não consegue explicar os desejos,

só ensejos do bem, que conta.

O querer toma conta do grito.

Aflito,

quer um abraço.

E mudo, calado, o fado de ais.

As belas dores do mundo

inspiram mais

quando são só cantos.

 
 
 

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