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Sistema Solar

Writer: Bê Sant'Anna
Bê Sant'Anna
Jan 14, 2015
1 min read
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foto: mamãe

Há uma dor sobreviver. É que o sorvete de creme derrete. 



O mundo não se parece com o sanduíche da foto da lanchonete.



Sabe? Escutei uma canção cantada por minha filha. Entendi a etimologia da palavra entusiasmo. Deus presente, com laço de fita e surpresa, bolo de chocolate e parabéns pra você pra mim. A semiótica é só soma na multiplicidade desconcertante, e complexamente simples, da infinita definição de amor trazida por minha filha.



Há tantas pessoas no mundo que precisam conhecê-la...



Seus quadros são mais lindos do que os de Matisse. Sua voz soa mil vezes mais linda do que a voz de Joss Stone. Sua primeira composição (que fez aos 3 anos e sete meses) deixa Jobim no chinelo. Sua graça faz de Didi Mocó um triste pierrot que chora. Sua presença ilumina tudo à sua volta. Ela cura enfermos, traz de volta a vida, colore flores e faz o Vento ventar. Marmente. 



Desconfio (com base empírica) que ela tenha influência sobre a tábua das marés. De uma coisa eu tenho certeza: a Lua é influenciada por ela (e o céu tem mais estrelas desde que chegou).



Minha filha é uma seta amarela. Rumos.



Acordo. Lambo o sorvete do canto da boca.



E constato, sem surpresa, que não é sonho. É sonho.



 
 
 

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