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Será fim?

Writer: Bê Sant'Anna
Bê Sant'Anna
Jul 11, 2013
1 min read
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Do alto, lá, de dentro, pude observar.

Onde não encontro, onde não procuro, onde nenhum lugar.

Quando em oração, o silêncio de quem anda.

A areia que o Vento sopra escolhe minha ampulheta.

No cantinho das unhas dos meus pés, na costura dos panos, todos, ela quer pousar. Dormir seu sono do Tempo, seu sonho Castelo de Areia, vontade de completar algum vazio destino. Quem sabe o nome do cavalo de São Jorge?

Eu sei.

Serafim veio, encontrou caído, Homem que chora na Capadócia. Chorava rios destinos, estrada rasgada aos calcanhares, fissuras no asfalto da vida. Sua bile era piche a tentar remendar desatinos. O negro da noite cobriu seus olhos todos. Véu que mata, asfixia.

Serafim tem dedos delicados. Pontudos. Pontua. Seis asas, seis contos, seis casos. Santa Clara

por um instante e ajudou Serafim a limpar seus olhos. Todos. Soprou em sua boca o Espírito Santo esquecido num canto. Onde vassoura alguma consegue varrer. Assim, segurou ombros. Levantou queixo. Ouviu queixas. Orelhou-se. Desvelou, em abraço, carinhos fraternos de mulheranjo.

Inspirou. E com novo ar, decidiu:

- É agora! Vôo.

Para Danielle Michel Serafim

 
 
 

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