Nós não temos limites
"
"
"
", disse o professor de literatura.
"
", perguntou Charlie.
"
"
Charlie fez que sim com a cabeça.
"
" - pontuou o professor.
"
", continuou Charlie.
"
" - disse Sr. Anderson.
(sorriso)
Leia de novo a resposta do professor, inspire e expire uma vez, antes de prosseguir:
Imagino que o livro aclamado pela crítica seja bacana. Não imaginei que o filme pudesse ser. Mas tem dois momentos muito específicos que me tomaram por inteiro. Um, esse. O outro, vejam vocês mesmos (e quem me conhece vai saber na hora), se tiverem vontade de assistir a uma sessão da tarde. Claro, porque o filme não passa muito disso. Mas o mais legal é que pode se confirmar que sem pré - conceito, ganha-se muito.
Quando estamos abertos, disponíveis, com o coração limpo e entregue, pode-se ser surpreendido com mais facilidade. E encontrar momentos de arrebatamento poético. Afinal, a gente só encontra mesmo o que procura. Por isso, quando procuramos o Bem, o Bom, o Belo, fica muito mais fácil de achar. Seja no filme simples, seja no encontro simples, seja no dia-a-dia simples, a simplicidade de se colocar à disposição e de se entregar, simplesmente, é algo transformador.
Já reparou que "simples" começa com um "sim"?
(sorriso - agora meu) É simples, né?
É assim com o beijo, seja ele o primeiro ou o último, é assim com o abraço, é assim com o carinho, é assim com a reunião de trabalho, com o encontro com os pais, com o encontro com a ex, com o desafeto e com a aula de natação. É assim com a espera no consultório e com a fila de banco. Com o que de legal e de chato o mundo parecer lhe oferecer. O olhar que procura faz toda a diferença.
É assim que pode-se finalmente começar a enxergar o invisível.




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