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Nós não temos limites

Writer: Bê Sant'Anna
Bê Sant'Anna
Jul 29, 2013
2 min read
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"

"

"

", disse o professor de literatura.

"

", perguntou Charlie.

"

"

Charlie fez que sim com a cabeça.

"

" - pontuou o professor.

"

", continuou Charlie.

"

" - disse Sr. Anderson.

(sorriso)

Leia de novo a resposta do professor, inspire e expire uma vez, antes de prosseguir:

Imagino que o livro aclamado pela crítica seja bacana. Não imaginei que o filme pudesse ser. Mas tem dois momentos muito específicos que me tomaram por inteiro. Um, esse. O outro, vejam vocês mesmos (e quem me conhece vai saber na hora), se tiverem vontade de assistir a uma sessão da tarde. Claro, porque o filme não passa muito disso. Mas o mais legal é que pode se confirmar que sem pré - conceito, ganha-se muito.

Quando estamos abertos, disponíveis, com o coração limpo e entregue, pode-se ser surpreendido com mais facilidade. E encontrar momentos de arrebatamento poético. Afinal, a gente só encontra mesmo o que procura. Por isso, quando procuramos o Bem, o Bom, o Belo, fica muito mais fácil de achar. Seja no filme simples, seja no encontro simples, seja no dia-a-dia simples, a simplicidade de se colocar à disposição e de se entregar, simplesmente, é algo transformador.

Já reparou que "simples" começa com um "sim"? 

(sorriso - agora meu) É simples, né?

É assim com o beijo, seja ele o primeiro ou o último, é assim com o abraço, é assim com o carinho, é assim com a reunião de trabalho, com o encontro com os pais, com o encontro com a ex, com o desafeto e com a aula de natação. É assim com a espera no consultório e com a fila de banco. Com o que de legal e de chato o mundo parecer lhe oferecer. O olhar que procura faz toda a diferença.

É assim que pode-se finalmente começar a enxergar o invisível.

 
 
 

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