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#nobomsentido

Writer: Bê Sant'Anna
Bê Sant'Anna
Jan 2, 2013
1 min read
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Fui ser grande no encanto.

Expectativeime tanto, sonhei, vivi. Mistureime pranto, canto, oração, decidime novo.

E nada disso adiantou.

Fizme luto, nascimento, vida, renovado, renoivado pra me saber, há mor.

Fizme sonho, doce, engano, frágil, bento, pra me saber, há mar.

Resolvi: vôo. Evento.

Resolvi: vou e vento.

A estrada tem seus mistérios. Monastérios. Santos e demônios que atravessam a rodovia da mente. São muitos fantasmas, muitos desejos, muitas maneiras de suspirar dentro de um capacete mesmo.

Há paisagem, há pais, agem, a independer da expectativalheia.

As retas me dizem de mim. As curvas me dizem dos outros. E aprendo no caminho sobre um e outro. No sertão de Guimarães pedi licença, desejei que me protegesse no caminho.

São veredas que tomam meu peito em festa, que imploram, deixemnos boiar, brotar, florir!

Hoje, somos mais. E (a)creditamos aos passos, nos passos (por nada), sou e só.

Que a próxima curva me pegue. No bom e no bom sentido.

 
 
 

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